segunda-feira, 3 de março de 2008

Caixinha de brinquedos




Era quinta-feira e estávamos reunidos em oração quando começamos a partilhar sobre afetividade. Concluímos que a maioria de nós está mergulhada nas confusões afetivas, medos, feridas e traumas que foram acumulados durante a vida e não sabemos o que fazer. Nos apresentamos a Deus com as mãos cheias de dores, decepções e frustações. Com tantas marcas negativas na alma a pergunta que se repete é: Como agir diante da necessidade de se ter alguém pra dividir a vida e não encontrar essa pessoa? Será que existe alguém pra mim?

O querer o amor pra toda vida, faz parte de nós e entra em conflito com as marcas do passado. Eu me incluo nessa massa de pessoas feridas que busca encontrar a cura do coração e um par perfeito, pra poder dizer diante do altar: até que a morte nos separe!  E não vou desistir de esperar.

Conhecemos muitas histórias e até vivemos algumas, em que o inimigo de Deus atacava as famílias e com isso viam as traições, as separações, a destruição dos lares. Enfim, estragos humanamente irreparáveis. E isso ainda acontece, mas agora ele, astuto como é, ataca os jovens, os solteiros e não somente os casais.  El procura nos envolver, nos prender, nos confundir, para que as famílias, os santuários domésticos não mais existam. Sem nós, sem o glorioso encontro de dois corações, não haverá mais casamentos. Não haverá lar feliz. Não nascerão filhos santos como Deus promete. E então, Deus passaria por mentiroso. Esse é o plano do inimigo! Mas ele é derrotado. Pois existem pessoas (nós) que lutam e crêem no nome santo de Jesus. Que se colocam aos pés da cruz e clamam a misericórdia Daquele que venceu a morte e o pecado por nós. Nós somos Dele e esperamos NELE. Nos unimos para clamar a esse Jesus a realização dos sonhos Dele pra nós.

E onde entra a caixinha de brinquedos?

Acredito que cada um de nós tem em sua casa um brinquedo, um carrinho, uma boneca, um ursinho, um “cheirinho” (travesseiro de estimação)...algo que não serve pra nada, não vale nada, não tem utilidade alguma, mas tem um valor enorme sentimental. Ser caixinha de brinquedos é isso. Ter valor incomparável a alguém, que te procura pelo o que você significa e não pelo o que tem a oferecer.

É diferente da caixa de ferramentas que, vamos até ela quando precisamos de algo que ela tem, usamos, depois devolvemos e fechamos a caixa e voltamos a procurá-la quando sentimos necessidade.

Achei interessantíssima esta comparação que minha amiga Rose Terra colocou pra nós naquela noite. Sábias palavras!

Nós que vivemos no mundo, conhecemos as baladas, sabemos o que é bom e ruim, percebemos quando as pessoas se aproximam por interesse, sabemos quando querem nos usar e muitas vezes por carência nos deixamos levar.

Hoje, com este grupo de amigos (grupo amor) queremos ser diferentes. Queremos ser a caixinha de brinquedos para alguém que realmente mereça.

Estou certa de que Deus está moldando e preparando essa pessoa. E quando a gente se encontrar seremos a caixinha dela e vice-versa até a eternidade.

Peço a Deus que nos dê olhos de águia, para que quando a promessa se cumprir tenhamos a graça de enxergar. Que Ele nos ensine a amar a manusear com cuidado e carinho a caixinha que Ele vai nos presentear.

Que seja uma alegria perfeita: Eu, com ele e Deus.

Enquanto tudo isso não acontece, posso dizer que já sou uma caixinha de brinquedos pois tenho me sentido assim junto dos meus amigos que me buscam por me amar.

4 comentários:

Avulsos disse...

Dia desses nos conversávamos sobre as maçãs que machado de assim compara às mulheres. Já sabe o que penso sobre isso. Vc é daqueles brinquedos que duram por todo o sempre, caríssimos e de valor. Não lhe virá nem príncipe, nem anjo. Mas o homem que brotar do coração de Deus, além de sortudo, saberá lhe dar o valor que é seu!!
Bjos, Nêga!!!

Fran disse...

nossa miga....quanta verdade escrita aí....
eu me encaixo em todas!!!

tbem quero ser um caixinha de brinquedos.....

saudades imensas....

bjinhussssssssssssssss

Danilo disse...

Certamente o comentário mais cretino até então, mas expressa toda a perplexidade de quando enxergamos algumas verdades!!

E pro seu texto eu digo:

poutz!!!

bju preta...te odeio... mai c sabe q te amo! kkkkkk..

Patricia disse...

Oi Amiga! Cinco anos depois e seu texto continua me dando força.
Bjos